Domingo, 9 de Abril de 2017

Palavrões

Gosto de dizer palavrões. Mas um palavrão não pode ser usado de forma displicente. Não as digo para ofender outras pessoas, mas saem-me naturalmente, como expressão de alívio. E como vivi muitos anos no estrangeiro, habituei-me aos seus efeitos relaxantes e à liberdade de poder dizer foda-se, caralho à vontade em qualquer dos cenários, pois ninguém percebia o que eu dizia e não tinha a pressão social em cima.

Mas agora ando com um problema de expressão, com uma dificuldade no linguajar asneirento. Agora convivo com pessoas educadas, intelectuais e isso obriga-me com esforço tremendo a controlar a minha língua. Além disso, é melhor que eu aprenda que há espaços, como por exemplo em reuniões de trabalho, onde não pode dizer palavrões.

E por outro lado, ando com dificuldade em encontrar vernáculo que me agrade e que não seja insultuoso para as mulheres. Cabrão, puta, vaca, filho da puta, malparido, lambe conas, corno, filho de um corno… são tudo palavrões que marcam uma série de clichés em relação à mulher, à fidelidade e ao recato que esta deveria ter e não tem por isso cai nos palavrões da populaça.

Ainda que inocentemente, antes dizia-os e sabia-me bem dizê-los, não pensava que eram ultrajantes para as mulheres. Mas é muito difícil mudar mentalidades colectivas e costumes individuais. Agora, deixaram de me ajudar a libertar a tensão, antes me sabem a amargo.

Por isso, tenho de enriquecer o meu asneiráculo, agradeço imenso se alguém tiver sugestões para poder continuar a disfrutar destes meus xanax`s naturais, que a porra, o catano e os tomates já me andam a desarranjar o sistema nervoso, são demasiado soft, não sabem a palavrão!

Publicado por Lynce às 11:37

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Este blogue não busca esclarecer quase nada e pode confundir ainda mais a sua vida, alternando textos mais sérios com algumas notas de bom humor e até uma pitada de saudável ironia.

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